Quem ama não bate e nem mata

25 de novembro é o Dia Internacional de luta pelo Fim da Violência contra a Mulher

Origem da data

25 de novembro é celebrado como Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher desde 1999. Quem criou a data foi a Organização das Nações Unidas (ONU), em memória das três irmãs ativistas políticas latino-americanas (Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal) que foram assassinadas pela ditadura de Leonidas Trujillo (1930-1961), na República Dominicana. Em 25 de novembro de 1960, Las Mariposas, como eram conhecidas as irmãs Mirabal, regressavam de Puerto Plata, onde seus maridos se encontravam presos. Foram detidas na estrada e assassinadas por agentes do governo militar, que simulou um acidente.

Lei Maria da Penha contra violência

No dia 7 de agosto a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completou 12 anos de existência. Foi instituída depois da denúncia feita pela biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia, que levou um tiro do marido e ficou paraplégica. O tiro foi pelas costas. Sem encontrar justiça no Brasil, depois de 19 anos da tentativa de assassinato, ela procurou a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou a denúncia. O ex-marido foi preso em 2002. Somente em 2006, no entanto, o governo brasileiro assinou Termo de Ajuste de Conduta e encaminhou o Projeto de Lei para aprovação pelo Congresso Nacional.A Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Lei Mariada Penha) foi sancionada dia 7 de agosto de 2006 pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e entrou em vigor no dia 2 de setembro daquele ano.

Formas de violência praticadas contra a mulher:

Violência física: Qualquer violência que se dá sobre o corpo da mulher;

Violência sexual: Qualquer ato onde a vítima é obrigada, por de força, coerção ou ameaça, a praticar atos sexuais que não deseja;

Violência psicológica e moral: Este tipo se dá no abalo da auto-estima, por meio de palavras ofensivas, desqualificação, difamação, proibição..;

Violência patrimonial: Qualquer ato que tenha por objetivo dificultar o acesso da vítima à autonomia feminina. Retenção, perda, dano ou destruição de bem ou valores;

Violência Intra familiar/doméstica: É praticada no lar ou na unidade doméstica, geralmente por um membro da família que viva com a vítima.

Violência conjugal: É a que se dá entre cônjuges, companheiros, podendo incluir outras relações interpessoais(ex-noivos, namorados);

Violência institucional: Qualquer ato constrangedor, fala inapropriada ou omissão de atendimento realizado por agentes de órgãos públicos prestadores de serviços que deveriam proteger as vítimas dos outros tipos de violência e reparar as conseqüências por eles causados.

Não aceite a violência, de nenhum tipo – Denuncie 3371-2322 – procure ajuda!

Feminicídio é tipificado como crime

Feminicídio é o homicídio de mulheres em decorrência de conflitos de gênero, geralmente cometidos por um homem, parceiro ou ex-parceiro da vítima. Esse tipo de crime costuma implicar situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual. Uma mulher é morta a cada duas horas no Brasil, mais ou menos duas mulheres são assassinadas por dia no Brasil. Uma barbárie que nem a Lei Maria da Penha tem conseguido resolver.

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) constatou que 29% desses óbitos ocorreram na casa da vítima – o que reforça o perfil das mortes como casos de violência doméstica. De acordo com o Ipea, 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo.

O que o Sindicato oferece não pode se perder

O movimento sindical brasileiro vive tempos sombrios e nós, do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Fiação, Tecelagem e Artefatos de Couro de Jaraguá do Sul e Região (STIV), estamos extremamente preocupados com a sobrevida da entidade e consequentemente dos benefícios que sempre oferecemos para a categoria têxtil e vestuário. Pois a Reforma Trabalhista, além de retirar direitos históricos da classe trabalhadora, afetou diretamente a arrecadação dos sindicatos.

O STIVestuário representa mais de 24 mil trabalhadores e trabalhadoras de Jaraguá do Sul, Corupá, Guaramirim, Massaranduba e Schroeder. Ao longo dos mais de 50 anos de existência o Sindicato sempre se pautou pela defesa dos trabalhadores e trabalhadoras e sempre atendeu a cada pessoa que teve seus direitos violados. Diariamente, este Sindicato está de portas abertas para tentar resolver os conflitos da melhor forma possível através da negociação. Além da busca pelo cumprimento da legislação trabalhista, o Sindicato está empenhado em negociar as melhores condições de trabalho e de salário e, se nem sempre contentou a categoria, podem ter certeza de que não foi por falta de empenho e de luta.

Benefícios
Nossos associados e associadas e seus dependentes até a idade de 14 anos contam diariamente com uma excelente estrutura de atendimento médico e odontológico. Clínico geral, ginecologista e pediatras realizam este atendimento diretamente na sede do Sindicato e, no ano de 2017, foram realizadas mais de 10.900 consultas. Da mesma forma, no atendimento odontológico, foram realizados mais de 25.600 procedimentos. Tudo isto com a comodidade de ter as consultas previamente agendadas, sendo atendidos em espaço amplo e arejado e podendo usufruir de estacionamento coberto. Aliás, estacionamento no centro da cidade, junto à sede e que pode ser utilizado gratuitamente por toda a categoria. Junto ao estacionamento os vestuaristas têm à disposição de suas crianças um parquinho infantil coberto.

Comunidade
O STIVestuário sempre envolveu a categoria em atividades de formação e lazer, estando muito atento às questões da comunidade como um todo. Envolveu os familiares dos trabalhadores e trabalhadoras, pois entende que isto melhora a qualidade de vida das pessoas. O Movida – Movimento em Defesa da Vida, a campanha contra as drogas intitulada “Eu abraço a Vida”, a campanha de Preservação do meio-ambiente, as diversas palestras proferidas em escolas e universidades da região, são alguns dos exemplos da preocupação que o Sindicato tem com relação à vida dos trabalhadores e trabalhadoras. O STIVestuário foi pioneiro na luta pela implantação da Delegacia da Mulher em Jaraguá do Sul, bem como pela criação do Comdim (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher), pois a categoria é composta de aproximadamente 80% mulheres e ao longo da sua trajetória este Sindicato foi muito procurado por trabalhadoras vítimas de violência doméstica.

Integração
A questão da integração e lazer contribui sobremaneira para a saúde emocional das pessoas e, para tanto, o STIVestuário sempre organizou uma série de atividades nas quais contou com a participação maciça da categoria: a Tarde de Integração das Mulheres Associadas reuniu mais de 1.000 trabalhadoras no último ano; o Festival de Prêmios agraciou dezenas de trabalhadores e trabalhadoras ao longo destes anos, sempre com a participação de todos os associados e associadas; o Torneio do Truco e Canastra, do qual participaram sócios e não sócios do Sindicato, contou com mais de 300 pessoas; a Festa dos Aposentados e Aposentadas Associados/as ao STIVestuário reuniu mais de 1.500 pessoas no último ano em que foi realizada, promovendo uma grande tarde de integração, resgatando antigos laços de amizade entre pessoas que já não se viam fazia muito tempo; a Festa da Criança do STIVestuário reuniu anualmente em torno de 3.000 trabalhadores e seus familiares e já se tornou tradicional na cidade. Enfim, tantas outras atividades organizadas para a categoria e também para a comunidade e que infelizmente agora estão com os dias contados.


Sobrevida
O Sindicato sobrevive única e exclusivamente da contribuição da classe trabalhadora que representa. Lamentavelmente, desde a aprovação da Reforma Trabalhista o movimento sindical tem sido colocado como se fosse o grande vilão da história e cujo único objetivo seria o de extorquir dinheiro dos trabalhadores e trabalhadoras. Em nenhum momento se falou do grande número de atendimentos na área de Saúde que, no caso dos sindicatos não conseguirem mais sobreviver, voltarão para o sistema público de saúde. Da mesma forma, em nenhum momento se ressaltou a infinidade de atividades desenvolvidas pelo movimento sindical e que contaram com a participação maciça dos trabalhadores e trabalhadoras. Toda esta situação tem confundido o pensamento da população e, mesmo com todos os esclarecimentos que estamos fazendo perante nossa categoria, a arrecadação foi drasticamente afetada. Mesmo tendo reduzido em muito nossa estrutura de atendimento, não sabemos até onde conseguiremos manter as portas abertas. A situação é lamentável.

Gildo Antônio Alves
Presidente STIV – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Fiação, Tecelagem e Artefatos de Couro de Jaraguá do Sul e Região

Horários

Secretaria:
Segunda a sexta-feira das 08:00-11:30 e das 13:00-17:30.

Marcação de consultas médicas pelo telefone:
Segunda a sexta-feira das 07:30-11:30 e das 13:00-17:30.

Atendimento no ambulatório:
Segunda a sexta-feira das 07:00-11:30 e das 13:00-17:30.

Hora de união e participação!

Estamos enfrentando um dos piores momentos de nossa história. A antirreforma trabalhista retirou direitos históricos da classe trabalhadora e, além disso, afetou o sistema de custeio e manutenção das entidades sindicais. No entanto, não tirou a obrigação dos Sindicatos de negociarem as Convenções Coletivas de Trabalho e os reajustes salariais para as suas categorias.

Se o Sindicato não negociar com os patrões do Vestuário, você poderá ficar sem aumento de salário e sem Convenção Coletiva. Sem recursos financeiros ninguém sobrevive. Para continuarmos a oferecer os benefícios e garantirmos as conquistas de sempre, precisamos da participação e da união de toda a categoria. O Sindicato é o único representante legal da classe trabalhadora que, se não tiver uma entidade forte e independente, não terá ninguém que a defenda dos desmandos da classe patronal.

Resistir e lutar é a saída e podemos dar um exemplo de que a união realmente faz a força: a votação da antirreforma da Previdência, que o governo queria que acontecesse ainda no mês de fevereiro, não aconteceu, pelo menos por enquanto, devido a mobilização e também por estarmos em ano eleitoral e muitos políticos têm receio de perderem seus eleitores.

Lutar junto sempre traz resultados positivos. Em tempos difíceis, a alternativa é a consciência política. Não vamos nos conformar em perder tudo o que foi conquistado ao longo de décadas. A dignidade de quem produz a riqueza deve ficar em primeiro lugar.

Gildo Antônio Alves