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Vestuaristas reelegem diretoria do Sindicato

Eleições aconteceram nos dias 17 e 18 de agosto.
Novo mandato inicia em 3 de novembro.

As trabalhadoras e trabalhadores vestuaristas sindicalizados reelegeram a diretoria do STIVestuário para novo mandato, que inicia no dia 5 de novembro deste ano. As eleições foram realizadas nos dias 17 e 18 de agosto, com a inscrição da Chapa Única “Unidade e Luta” encabeçada pelo atual presidente, Gildo Antônio Alves. A chapa única obteve 2.109 votos favoráveis (95,86% de aprovação), com registro ainda de 76 votos brancos e 15 nulos. A apuração foi presidida pelo dirigente da UGT Nacional, Edson Ramos, contando com as presenças do presidente da UGT/SC, Waldemar ‘Mazinho’, e de vários dirigentes sindicais de Jaraguá do Sul e Região e do Estado. A coordenação do processo eleitoral coube ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário de Brusque, José Gilson Cardoso, e a secretaria dos trabalhos ao assessor jurídico da Fetiesc, advogado Jairo Leandro. A chapa é composta por lideranças que já integram a diretoria e outras que ingressam no movimento sindical. Entre os atuais diretores, o secretário geral José Pedro Soares passa a ser o vice-presidente no futuro mandato.

O presidente do STIVestuário, Gildo Antônio Alves, agradeceu a todas as pessoas que estiveram nesta caminhada: “Estou muito feliz em continuar o trabalho com a nossa equipe por mais um mandato”, agradeceu. “Sempre dialoguei com a categoria, conversei, debati, e na hora do combate estamos do mesmo lado, sabendo que a dificuldade do movimento sindical vai ser ainda mais pesada daqui pra frente, mas vamos sobreviver”, disse Gildo, lembrando da fragilidade que a classe trabalhadora vive nesse momento da vida nacional: “Hoje, não temos nenhuma condição de ir para a porta de fábrica dizer que vamos paralisar, porque o trabalhador não para, ele precisa comer, precisa viver, se garantir no emprego, por isso, temos que buscar uma solução junto com ele”.

A secretária geral eleita do STIVestuário e atual vice-presidente, Rosane Sasse, reforçou a importância da unidade na diretoria: “A gente pode ter opiniões divergentes, porque a unanimidade também não é boa, mas temos sempre esse compromisso com a classe trabalhadora que a gente representa”. Rosane lembrou ainda que essa eleição tem um significado muito grande na sua vida, “pela questão profissional e principalmente pela questão pessoal” – ela enfrentou problema delicado de saúde há exatos cinco anos, mas hoje está bem -, e conclamou: “Com certeza, trabalharemos juntos nas horas boas e principalmente nas horas ruins, quando a gente precisa muito do apoio de cada um e cada uma de vocês”.

O representante da UGT Nacional, Edson Ramos, também lembrou que este é um momento difícil e que precisamos nos manter unidos. “As pessoas que estão nas fábricas e que deram o voto a essa diretoria acreditam em vocês, é preciso dar uma resposta de lealdade e de união”. Edson ainda criticou a Medida Provisória 1045/2021 do governo federal, que “está criando um outro tipo de trabalhador, que não terá a proteção da entidade sindical, vai trabalhar quanto tempo o patrão quiser, ganhar quanto o patrão oferecer, não terá o depósito do Fundo de Garantia, uma MP que tira inclusive o direito do trabalhador recorrer à justiça do trabalho”. Para o dirigente da UGT, “esse é o maior desafio do movimento sindical: “Nossa esperança é o Senado Federal fazer as alterações devidas nessa MP, não reconhecer as emendas feitas por deputados que têm compromisso com as entidades patronais, e criar outro ambiente nas relações de trabalho”, finalizou.

José Gilson Cardoso (à esquerda) e o assessor jurídico da Fetiesc, advogado Jairo Leandro (à frente) coordenaram o processo eleitoral no STIVestuário. Ao fundo, José Pedro Soares e Gildo Antônio Alves.

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