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Dia Internacional da Não-violência contra a Mulher

STIVestuário trava luta de longa data pela não-violência contra as mulheres

O dia 25 de novembro é dedicado à não violência contra a mulher. A data é celebrada em todo o mundo desde a morte das irmãs Mirabal, assassinadas a pauladas pela ditadura Trujillo, em 25 de novembro de 1960, na República Dominicana. Elas foram atacadas enquanto voltavam de uma visita ao presídio onde os maridos delas estavam presos, também vítimas da ditadura. Em 1999, a Assembleia Geral da ONU instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às “Mariposas”, como ficaram conhecidas as irmãs Mirabal. A morte brutal das irmãs Patria, Minerva e Maria Teresa não pode ser esquecida, assim como não devem ser esquecidas as mortes de outras milhares de mulheres, vítimas do femínicídio, que significa morrer por ser do sexo feminino.

O Brasil é campeão em feminicídio e a pandemia só agravou a situação. Foram 648 feminicídios registrados no primeiro semestre de 2020, 1,9% a mais que no mesmo período de 2019, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. E tem mais: 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 35%, a agressão é semanal (Centro de Atendimento à Mulher). Em média, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada em nosso país. Mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos forçados durante a próxima década (UNICEF).

Por esses e muitos outros motivos, especialmente pelo aumento crescente da violência em nosso país nos últimos anos, o Dia Internacional da Não-violência contra a Mulher segue na ordem do dia dos movimentos sociais e sindicais. E o Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário não deixa passar a violência. Em 1983 fez um abaixo-assinado pela instalação da Delegacia de Proteção à Mulher em Jaraguá do Sul, além da participação em conselhos e promoção de atividades de conscientização entre as mulheres vestuaristas. O Departamento da Mulher do STIVestuário, criado em 1996, foi um dos primeiros entre os Sindicatos de Trabalhadores, em Santa Catarina. Também esteve diretamente envolvido na criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM), em Jaraguá do Sul.

Nossa luta continua. Violência contra a mulher ninguém aguenta. Tem que denunciar, reagir, procurar ajuda e jamais se calar.

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