Reforma trabalhista é o fim dos direitos


O 11 de julho de 2017 vai ficar marcado na história brasileira como o dia em que perdemos todos os nossos direitos. O dia em que fomos traídos por 50 senadores que votaram a favor de Reforma Trabalhista(PLC 38/2017). O Projeto de Lei Complementar foi colocado na pauta em regime de urgência e votado mesmo contrariando a pressão popular e a vontade dos 26 senadores que lutaram para que tal maldade não acontecesse. A lei (nº 13.467/2017) foi sancionada pelo presidente Michel Temer, no dia 13 de julho.

Todo o texto da chamada reforma trabalhista foi elaborado nos gabinetes de grandes corporações e redigidos por assessores de empresários, interessados apenas em aumentar a exploração e o capital. Essa é uma contrarreforma, não passa de um pacote de mudanças que favorece grandes patrões e adotado por um governo e sua base aliada integrada por políticos corruptos, que comercializaram os direitos da classe trabalhadora. O objetivo da reforma trabalhista é a destruição da classe trabalhadora e do movimento sindical. Porque o Sindicato é o instrumento de organização que tem assegurado tantas conquistas para o povo trabalhador, que luta bravamente na defesa dos seus representados.

A perseguição tem sido implacável. O resultado da reforma trabalhista é o fim da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e da própria Constituição Federal. Consequentemente, é o início de uma era de escravidão, já que as leis trabalhistas implantadas ao longo das últimas décadas, graças à luta do movimento sindical e popular, representavam a garantia de um mínimo de dignidade ao trabalhador.

Os nove deputados federais e os três senadores de Santa Catarina que votaram a favor da reforma trabalhista traíram você. E mentem quando dizem que o objetivo é gerar emprego. Pelo contrário. A retirada de direitos trabalhistas não resolve os problemas do Brasil e sim causa um retrocesso de mais de 60 anos nas relações de trabalho. Representa o aprofundamento da precarização da vida. Seus efeitos serão particularmente sentidos por mulheres e pela população negra, que compõem a maioria das trabalhadoras e trabalhadores precarizados no Brasil. A partir de agora, só valerão as regras de mercado.


Gildo Antônio Alves – 
Presidente do STIVestuário

 Entenda as mudanças:

 

STIV reforma trabalhista por voto

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